
Se ainda existisse, a Varig teria feito 95 anos no último fim de semana. Uma história que começou com a fundação em 7 de maio de 1927.
As operações foram iniciadas no mesmo ano com um hidroavião Dornier J-Wal, batizado “Atlântico”, na rota Porto Alegre – Pelotas – Rio Grande. A aeronave permaneceu na empresa até 1930, período no qual também foram adquiridos os hidroaviões Dornier Merkur e Klemm L-25.
Veio a década de 30 e os aviões de trem de pouso fixo, com destaque para os Junkers, dentre eles o belo trimotor Ju 52.
A década seguinte trouxe o primeiro voo internacional, realizado em 1942 entre Porto Alegre e Montevidéu com o De Havilland DH89. Os anos 40 também marcaram a chegada dos DC-3 e C-46.
Já os anos 50 trouxeram a primeira rota intercontinental, operada para os EUA com o Lockheed Super Constellation. Mas o grande destaque do período foi a entrada da Varig na era do jato, com o Sud Aviation Caravelle, em 1957.
Poucos anos mais tarde, em 1960, viria o primeiro Boeing, o 707. A década de 60 também viu a chegada de um dos futuros ícones da Varig, o turboélice Electra.
A partir da década seguinte a Varig consolidou sua frota de jatos com os 727, 737 e DC-10, mantendo-se em expansão nos anos 80 com a chegada do 747 e do 767. Porém, a década também trouxe a depreciação do Cruzeiro, moeda nacional, e a hiperinflação, que somaram-se à desregulamentação do setor aéreo na década de 90, impactando todas as empresas brasileiras.
Veio a virada do século e a última grande aquisição da empresa, o Boeing 777. Os próximos anos também trouxeram uma crise que culminou com a entrada em recuperação judicial no ano de 2005 e o leilão, em 2006, quando a marca e a operação foram adquiridas pela Gol.
Houve então uma reformulação da imagem corporativa, que ainda foi vista por mais alguns anos nos céus do país, até que 2013 a marca foi definitivamente suprimida.
Ficaram as histórias e as lembranças.
Fotos: AeroCedrini
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