Doença do Refluxo Gastroesofágico


Edição nº 24

Por Cintia Yoko Morioka


A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma afecção crônica decorrente do fluxo retrógrado de parte do suco gástrico para o esôfago e/ou órgãos adjacentes, acarretando variável espectro de sintomas esofágicos ou extra-esofágicos. A DRGE é uma afecção de grande importância médico-social pela sua elevada e crescente incidência e por determinar sintomas de intensidade variável, que se manifestam por tempo prolongado, podendo prejudicar a qualidade de vida do paciente.


Epidemiologia


O número de casos existentes é maior em mulheres com mais de 45 anos. Atualmente, cerca de 30% dos problemas gastrointestinais são relacionados a DRGE.


Manifestações clínicas


As manifestações clínicas consideradas típicas da DRGE são “queimação na boca do estômago e regurgitação. Considera-se que manifestações pulmonares como: asma, tosse crônica, pigarro, bronquite crônica, pneumonia de repetição e as bronquiectasias; faringites, otites, sinusites e rouquidão; desgaste do esmalte dentário, aftas e halitose, além da dor torácica não cardíaca possam também ser decorrentes de DRGE.


Diagnóstico


Endoscopia Digestiva Alta (EDA): exame solicitado quando o paciente apresenta dificuldade de engolir, dor ao engolir, perda de sangue gastrointestinal, anemia ou disfagia (dificuldade de deglutir/engolir). Além disso, o exame endoscópico é particularmente importante em pacientes maiores de 40 anos, quando há presença de histórico familiar de câncer, náuseas, vômitos, sintomas de grande intensidade ou de ocorrência noturna. As complicações mais comuns da DRGE são: Esôfago de Barrett (EB), estenose, úlceras, sangramento esofágico e câncer esofágico. A EDA permite a visualização direta da mucosa, identificando precocemente as complicações.


Importância na Segurança Operacional

A DRGE é uma patologia comum em aeronautas devido à rotina, refeições em horários conflitantes com o horário biológico, obesidade, condições hipobáricas, entre outros. Pacientes com DRGE com sintomas moderados a severos, não dormem bem, aumentando o débito de sono, o que pode prejudicar a orientação espacial.

Tratamento


O tratamento para a DRGE depende da intensidade e tipo dos sintomas. Pode variar entre o controle de peso, dieta, uso de medicamentos e, em alguns casos, cirurgia.


Quem devemos procurar?


As especialidades que cuidam da doença do refluxo gastroesofágico são Gastroenterologista e Cirurgião do Aparelho Digestivo. Os casos de sintomas extra-esofágicos podem ser acompanhados por Pneumologista e Otorrinolaringologista, principalmente.


Devemos lembrar que a adoção de bons hábitos de vida e o diagnóstico precoce, com tratamento adequado, podem melhorar muito a qualidade de vida.



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