IFALPA rebaixa classificação do espaço aéreo brasileiro


A IFALPA informou na manhã desta segunda-feira (25/04) ao SNA e às Associações ABRAPAC, ASAGOL e ATT que o espaço aéreo brasileiro foi rebaixado de classificação pela entidade para "Critically Deficient" (Criticamente Deficiente) devido ao risco às operações aéreas provocado pela soltura de balões não tripulados.


Apesar de alertado em dezembro de 2015 para a situação, o governo brasileiro não apresentou respostas satisfatórias à solicitação da IFALPA para que a questão fosse adequadamente endereçada, não restando alternativa à entidade senão a mudança na classificação de segurança.


O rebaixamento, que já foi comunicado à Secretaria de Aviação Civil Brasileira (SAC) em carta enviada pela IFALPA (clique aqui para ler), coloca o espaço aéreo brasileiro no mesmo patamar de segurança de países com zonas de guerra, locais com aeroportos improvisados e regiões sem sistemas de controle de tráfego aéreo. A entidade também informou que os órgãos responsáveis devem tomar medidas urgentes, caso contrário será recomendado às empresas aéreas internacionais evitarem o espaço aéreo do país, inclusive durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.


FUTURO


SNA, ABRAPAC, ASAGOL e ATT têm trabalhado de maneira incessante na busca por soluções para o problema, em especial no reforço das leis ambientais vigentes que classificam a soltura de balões como prática ilegal e no aprofundamento do debate técnico junto a órgãos reguladores visando a criação de leis ainda mais abrangentes contra a prática.


O foco, que já estava na mitigação de riscos, passa agora também às ações que permitam a reclassificação do espaço aéreo brasileiro como seguro pela IFALPA o mais breve possível.


Para saber mais sobre os critérios para o rebaixamento e suas implicações, clique aqui.

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